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uma longa história

uma longa história

claramente adoro falar dos vizinhos

mariana, 24.10.19

Hoje lembrei-me de uma situação hilariante que aconteceu aqui há tempos. Nunca mais tinha pensado nisso, mas como encontrei a minha vizinha (não a das traseiras, mas sim a que mora cá no prédio... a história é sobre ela) decidi partilhar aqui a história.

 

Certo dia a minha cachorra estava naquela fase chatíssima que todas as fêmeas passam. Ora, lá fui eu com ela à rua... Nada de passeios longos, só mesmo aqui a baixo. Só que, sem eu reparar, a minha patuda largou uma pinguinha de sangue na escada do prédio bem em frente à porta de uma das minhas vizinhas. Essa minha vizinha foi a que veio morar cá no prédio em último lugar, e a verdade é que a senhora tem todo um leque de problemas mas a mania da perseguição é com certeza o maior.

À noite (e eu ainda nem tinha reparado na pinga de sangue, pois a mesma era literalmente minúscula) a polícia esteve cá no prédio. O senhorio, que mora mesmo por cima de mim, entretanto contou à minha mãe que quem a chamou foi a tal vizinha. Acontece que a senhora chamou a polícia porque encontrou uma pinguinha de sangue (juro que a puta da pinga era quase imperceptível a olho nu) em frente à sua porta e, segundo ela, com toda a certeza lhe tentaram assaltar a casa e o assaltante cortou-se e por isso sangrou!

Ninguém aqui de casa foi capaz de confessar que a simples pinga era de uma cadelinha no cio, mas a verdade é que rio internamente sempre que me cruzo com a senhora.

 

Quem nunca, afinal de contas, se viu na situação de largar uma pinguinha (ou um jato!) de sangue sem querer?

Pelos vistos a vizinha não. 

pessoas que dão comigo em doida

mariana, 05.10.19

Não conheço a minha vizinha das traseiras, mas ela consegue por-me louca sem sequer me dirigir uma única palavra.

Nunca vi a senhora na rua. Não sei o nome dela, nem o que faz (se é que faz alguma coisa!) nem nada. Mas mesmo assim... vai lá vai.

Ela é viciada em limpar... E isso faz com que passe o dia inteiro (e a noite!) a limpar as calhas da janela, os vidros, os estores. Além disso também está sempre a estender roupa e a apanhar... As mesmas peças! Várias vezes ao dia! E o pior é que assim como eu, também ela mora a uma altura considerável, mas parece que isso não a impede de se esgueirar e colocar mais de metade do corpo para fora de casa através da janela. Mas digo-vos, uma coisa exageradamente estúpida. O meu namorado diz que qualquer dia se ouve um estrondo (no caso ela a cair) e eu tenho de concordar. É perigoso, mas isso não a detém.

Contudo, não é a sua mania de limpar o mesmo sítio trinta vezes ao dia que me enerva... Não! O que realmente me faz passar da cabeça é que não há uma única vez que uma pessoa vá à janela e que ela não vá também. E isso é irritante, porque às vezes ela não se limita a limpar ou colocar peças a estender... Às vezes ela fica lá, paradinha, com a cara tapada pelos estores, como se o resto do corpo não estivesse à mostra.

Eu sou pessoa de ir à janela das traseiras muitas vezes. Ao fim do dia para ver o pôr do sol e tirar fotos ao mesmo ou à lua. Mas durante o dia, por exemplo, lavo a loiça com a janela aberta e lá me aparece ela. À tarde apanho roupa que está no varal e lá me aparece ela. Ainda agora estava a estender roupa e lá me apareceu ela. Primeiro, apareceu para apanhar uma peça. Depois olhei de surra e lá estava ela de novo, sorrateira que nem uma serpente, tapadinha com os estores! Se não fosse a camisola vermelha não a via, mas vi!

Chateia, pois então! Ainda para mais não é só comigo!

Eu juro que começo a achar que a senhora tem uma espécie de radar! Sempre que alguém abre a janela deste lado, ela corre para fazer alguma coisa...