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uma longa história

uma longa história

a melhor notícia que eu podia ter recebido!

mariana, 26.10.19

Lembram-se do Migo? Fiz um post sobre ele no dia 24 de setembro, há exatamente um mês e dois dias. Foi um texto que esteve nos Destaques, o que fez com que chegasse a mais pessoas, por isso me senti tão grata à equipa. Foi também o segundo post que mais me orgulhei de escrever, só perde para este.

Eu prometi trazer aqui atualizações sobre o cãozinho, mas a verdade é que as notícias que fui recebendo nunca foram de facto novidades, por isso não as postei. Mas hoje trago a melhor que podia ter recebido: o Migo foi adotado!

A senhora que tanto nos ajudou a conseguir tirar o Migo da rua (onde estava abandonado) mandou-me há cerca de uma hora mensagem com a novidade. Ainda de bónus recebi uma foto dele sentadinho e a sorrir com a língua de fora, feliz.

Estou com lágrimas nos olhos. Tanto chorei pelo Migo... A primeira vez foi quando cheguei até ele e o abracei, questionando o porquê de alguém fazer uma maldade tão grande com um ser tão precisoso. As restantes foram à noite antes de adormecer ou durante o dia quando simplesmente pensava nele e na possibilidade de ele não estar bem. Agora sinto-me mais leve. Choro de felicidade por ele ter uma nova oportunidade de ser feliz, mas também choro de tristeza por não o ter visitado como prometi a ele, a vós e a mim mesma. Desculpa-me, Migo. Perdoa-me!

Enquanto estava com ele no dia em que o encontrei (e falo disso no meu post) houve um momento em que ele me olhou nos olhos com aqueles olhões castanhos cor de mel e eu soube que o meu propósito era aquele, que aquilo não era só tirar um cão da rua, era mais do que isso... Era dar-lhe uma nova oportunidade, era salvar uma vida.

 

A vocês, equipa e pessoas que leram o meu post e de alguma forma se sentiram tocados pelo mesmo, agradeço muito e espero que se sintam felizes com as novidades.

Aos novos donos, que sempre o respeitem e amem tanto quanto ele merece!

E a ti, meu Migo, obrigada por me teres mostrado que a vida é mais do que existir! Desejo, com todo o meu coração, que nunca mais te falte o que um dia faltou e que nunca mais passes pelo que passaste! Sê feliz no teu novo lar. Nunca te vou esquecer! 

olá, o meu nome é mariana...

mariana, 25.10.19

...e sou completamente viciada em mudar o cabrãozeco do blogue.

Aproveitei e mudei também a cara, que é como quem diz a foto de perfil. Não pessoal, eu não sou uma plantinha! Sou gente mesmo, embora isso às vezes pareça duvidoso... Mas enfim, tirei essa foto há mil anos atrás (foram só dois) e sempre foi das minhas fotos favoritas, apesar de ter sido tirada à pressa e das minhas unhas estarem nesse estado lastimável (elas estão sempre, mas vamos fingir que não).

claramente adoro falar dos vizinhos

mariana, 24.10.19

Hoje lembrei-me de uma situação hilariante que aconteceu aqui há tempos. Nunca mais tinha pensado nisso, mas como encontrei a minha vizinha (não a das traseiras, mas sim a que mora cá no prédio... a história é sobre ela) decidi partilhar aqui a história.

 

Certo dia a minha cachorra estava naquela fase chatíssima que todas as fêmeas passam. Ora, lá fui eu com ela à rua... Nada de passeios longos, só mesmo aqui a baixo. Só que, sem eu reparar, a minha patuda largou uma pinguinha de sangue na escada do prédio bem em frente à porta de uma das minhas vizinhas. Essa minha vizinha foi a que veio morar cá no prédio em último lugar, e a verdade é que a senhora tem todo um leque de problemas mas a mania da perseguição é com certeza o maior.

À noite (e eu ainda nem tinha reparado na pinga de sangue, pois a mesma era literalmente minúscula) a polícia esteve cá no prédio. O senhorio, que mora mesmo por cima de mim, entretanto contou à minha mãe que quem a chamou foi a tal vizinha. Acontece que a senhora chamou a polícia porque encontrou uma pinguinha de sangue (juro que a puta da pinga era quase imperceptível a olho nu) em frente à sua porta e, segundo ela, com toda a certeza lhe tentaram assaltar a casa e o assaltante cortou-se e por isso sangrou!

Ninguém aqui de casa foi capaz de confessar que a simples pinga era de uma cadelinha no cio, mas a verdade é que rio internamente sempre que me cruzo com a senhora.

 

Quem nunca, afinal de contas, se viu na situação de largar uma pinguinha (ou um jato!) de sangue sem querer?

Pelos vistos a vizinha não. 

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