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uma longa história

uma longa história

ATUALIZAÇÃO SOBRE O MIGO

mariana, 27.09.19

O Migo foi abandonado. Recebi hoje essa confirmação. Atirado para um quintal onde chorou a noite inteira e foi escorraçado na manhã seguinte. Apanhou um autocarro, de onde também foi mandado embora. Foi uma hora depois que o encontrei na rua assustado, magro, a tremer e com fome.

O Migo é doce, tem apenas um aninho ou coisa parecida. Ainda não está para adoção mas está na Casa dos Animais de Lisboa.

Uma pessoa que abandona um animal não é pessoa. E eu espero que a alma de quem fez isto ao Migo e faz diariamente aos outros Migos arda para sempre no inferno.

Um "toma lá morangos" especial

mariana, 26.09.19

Grata, grata de coração. Grata à equipa por me ter dado um destaque tão grande sobre algo tão importante!

 

Recebi muitos comentários. Fiquei a "conhecer" através desses mesmos comentários muita gente. Algumas pessoas preferia não ter conhecido.

Aos senhores doutores xicus espértus que comentaram em anónimo coisas idiotas (eu tentei arranjar outro nome mas este foi o mais simpático que consegui), por favor, arranjem o que fazer! Parece que estamos no Youtube. Convidei um senhor, ou senhora, ou periquito, eu sei lá, a vir beber uma água com açúcar comigo... Mas aqui fica o convite formal: todos os que têm uma vida tão azeda que precisam de ir para blogues alheios atacar pessoas em anónimo e são da capital, bora, a Mariana leva-vos a bebericar qualquer coisa açucarada.

Agora mais a sério, o meu blogue é público e aberto a todos os comentários e opiniões... epa, mas tenham um bocadinho de noção! Só isso pessoal, noção. Se me puderem poupar, poupem-me!

 

Assim que tiver mais notícias sobre o Migo vou partilha-las aqui!

parabéns meu amor!

mariana, 25.09.19

Então vida, qual é a sensação de ser oficialmente trintão? 

Estou a brincar! Tu sabes que eu te chamo dinossauro mas a verdade é que és espiritualmente bem mais novo do que eu! Simplesmente adoro meter-me contigo, velhadas.

Hoje é o teu dia, o dia em que completas trinta anos de vida! Eu pensei em mil maneiras de te mostrar como é especial a tua presença neste mundo, mas não me ocorria nada... então decidi escrever-te este post.

Sabes, tu és a minha pessoa favorita. E é difícil não seres a pessoa favorita de alguém. Tens uma personalidade do caraças! Uma paciência quase infinita para aturar os filhos da puta que este planeta carrega. És sol, luz, boa vibe. Tens um humor fantástico, estás sempre bem disposto, és um bocadito peixeiro mas pronto, não exijo perfeição (ahaha). É impossível conviver contigo e não rir... és simplesmente maravilhoso! Tens uma piadinha idiota sempre na ponta da língua e um conselho bom para dar. És um bom namorado, um bom genro, um bom filho, um bom irmão, um bom neto, um bom sobrinho, um bom primo, um bom amigo e um bom músico. Mas acima de tudo e o que te difere dos demais é que és um bom ser humano. És inspiração... inspiras-me todos os dias e até mesmo nas pequeninas coisas. És cor e alegria, esperança de um amanhã melhor. És o que não desiste e não deixa desistir, o que acredita num sonho até o mesmo se realizar, mesmo que isso demore duas vidas e meia. És único, lindo por dentro e por fora, verdadeiro, especial. Trazes contigo boa energia, paz e harmonia. És zero stress, sempre descontraído, contigo está sempre tudo bem. És quem eu precisava! E eu sou grata por ter encontrado exatamente a pessoa que sempre pedi a Deus, mas numa versão melhorada! Pois é... és ainda mais do que aquilo que pedi. És o príncipe encantado que muitas meninas sonham a vida inteira em conhecer... e sorte a minha que não só conheci, como conquistei (e nem sei como). Ainda bem que não cedeste à maldade do mundo... que continuas bom, justo e puro. Obrigada por seres a melhor pessoa do mundo, por me ensinares, por me defenderes, por me protegeres, por me incentivares, por me ajudares e por me amares.

Feliz aniversário, amor da minha vida! 

um dia stressante

mariana, 24.09.19

Saí do trabalho às dez e pouco da manhã. Quase quase a chegar a casa deparei-me com um cachorrinho de porte médio, castanho cor de caramelo. Ele estava à porta de uma loja (loja essa que lhe fechou a porta) e muito, muito magro. Um senhor estava perto dele a falar com ele, enquanto ele abanava o rabinho. Achei que fossem amigos, companheiros, por isso fui para casa. Mas o meu coração estava apertado.

O meu namorado não estava... mas estava a chegar. Contei-lhe e pedi-lhe que pelo caminho o procurasse, só para me certificar que ele estava bem. Porque era nisso que eu queria acreditar, mas esta minha intuição não deixava. Ele não o encontrou, então fui ter com ele na tentativa de o acharmos em conjunto. Não foi preciso muito. Rapidamente demos com ele, novamente a tentar entrar numa loja que automaticamente lhe fechou a porta. Assustado, perdido, magro. Observamos um pouco e ele foi por-se na entrada de um prédio. Fomos ter com ele, esperando que ele não estivesse suficientemente traumatizado para ter medo de nós. Um doce. Um doce de cão. Simpático, cheirou-me e abanou o rabinho. Tinha olhos castanhos cor de mel... olhinhos de amor que me olhavam como se soubessem que ali estava uma amiga. Eram dez e meia da manhã e eu só tinha comido metade de um pão com queijo. Mas não tinha fome... não conseguia sequer sentir fome. Tudo o que eu sentia, físico ou não, estava concentrado no meu coração... apertado, esmagado. Chorei... chorei muito enquanto me abraçava àquele lindo ser. Chorei alto, chorei com lágrimas pesadas que me caíam pela face. Chorei sem me importar se as pessoas viam ou não. Chorei com o meu namorado abraçado a mim a tentar acalmar-me. Chorei porque não aguento ver maldade com quem não se sabe defender, porque não aguento ver tamanha filha da putice, tamanha falta de carater, tamanha falta de humanidade neste mundo.

Muita gente apareceu e foi seguindo. Uns paravam e tinham pena, outros paravam e cagavam... porque aquilo era "simplesmente" um cão. Muitos chegaram mesmo a criticar tanta atenção, dizendo e passo a citar "se fosse um ser humano não davam tanta atenção". Claro que não, há seres humanos desprezíveis que não merecem amor. Uma senhora passou e ficou sentida com a situação. Foi comprar-lhe uma latinha de patê, latinha essa que ele devorou como se não houvesse amanhã. O meu namorado foi comprar mais duas... devorou-as num piscar de olhos. Fome... ele tinha fome. E sede, porque quando outra senhora lhe deu água, bebeu praticamente garrafa de litro e meio.

Depois de quase uma hora tentamos ligar para tudo que era lado... números impedidos, ou então não atendiam. Ligamos para o último recurso: PSP. Apareceram dez minutos depois dois agentes... frios, como a maioria é. A PSP ligou para a Casa de Animais de Lisboa, que apareceu meia hora depois. Viram o cachorro, não tinha microchip. Viram-lhe os dentes, disseram que talvez tivesse um aninho. Mas de seguida foram-se embora, sem o levarem, porque segundo os próprios para o levarem tinham de ter autorização do chefe, e o chefe só vinha às duas e meia. Era praticamente uma hora e meia da tarde. Toda a gente havia dispersado... algumas pessoas paravam e achavam triste a situação... a senhora que lhe comprou comida não saiu de lá. Nós... nós ficamos, do início ao fim.

Não contentes com a situação, porque por lei eles tinham de levar o cãozinho, ficamos à espera que batesse duas e meia para que nos dessem notícias. Os dois polícias foram trocados por apenas um, mais velho mas menos frio. Esse senhor ficou perto de nós (ao contrário dos outros dois) e do cãozinho, fazendo-lhe festinhas e sorrindo para ele de vez em quando.

Pouco antes das duas, e porque queria estar lá quando a Casa dos Animais de Lisboa chegasse, fui a casa passear a minha cadela e aproveitei para levar ração e água para o cãozinho. Quando cheguei perto dele, ainda não havia notícias. Ao seu redor já só estavam três pessoas: o meu namorado, a senhora que não saiu e o agente da polícia. Dei-lhe ração, ração essa que ele devorou num instante! Tive de ir buscar mais. Fez cocó, fez xixi, brincou comigo e chorou... muito.

O tempo passou... duas e meia, nada. Chegou às três da tarde e ligamos para a Casa dos Animais de Lisboa, onde nos foi dito que não tinham nada para verificar (ou seja, não tinham de dar nenhuma ordem porque não havia lá nenhum caso a ser resolvido) e nós só pensavamos que aqueles gajos estavam a gozar connosco, porque eles tinham estado ali! Lá disseram à polícia que tinham duas emergências e tinham de ir socorrer, o que significava que não tinham hora para vir buscar este cãozinho, mas que ainda hoje viriam. Isto podia demorar uma hora, como duas ou cinco ou dez. Nós decidimos: dali não saiamos.

Depois de muito aperto da minha mãe, que chegou mesmo a discutir com eles por telefone, e de uma senhora que ajudou IMENSO IMENSO IMENSO para que tudo se resolvesse, lá vieram. Eram três e quarenta quando levaram o cãozinho, que para mim se chamava Migo (porque ele era muito amigo e já o considerava meu amiguinho). Os senhores vieram com o rabinho entre as pernas, pudera, foram apertados como deve ser! Se não tivessemos feito nada, eles não iriam querer saber. Chegaram mesmo a dizer à minha mãe que procurassemos uma instituição! O que me leva a crer que esta gente anda aqui só por causa dos fundos... e não por causa dos animais.

O Migo foi embora... Doeu-me tanto vê-lo ir. Principalmente porque quem o levou foi um brutamontes qualquer.

Agora estou aqui, a perguntar-me se o Migo está bem. Se o Migo comeu, se está quente, se está confortável. Se já fez amigos, ou uma namorada quem sabe, ou se foi bem tratado. Estou aqui, desesperada, com lágrimas a quererem fugir-me, preocupada com o Migo e a querer acreditar que o fofinho vai ser bem tratado. Por Deus, que seja!

 

Nunca, mas nunca mesmo me vou calar quando se tratar de alguém que não tem como se defender! Nunca vou olhar e fingir que não vi, como muita gente faz. Por favor, se estás a ler isto, nunca o faças também. Peço, de humano para humano, que tornes este mundo melhor levantando a voz em defesa de quem não a tem!

 

ps. uma senhora ficou comovida e chorou, enquanto lamentava não o poder levar para casa. Disse também que não lhe queria tirar fotos, porque "não me quero lembrar, só quero esquecer"

Mas eu não esqueço... nem deixo esquecer. Por isso aqui está uma foto do Migo, para que vocês também não se esqueçam dele, nem dos restantes Migos que infelizmente há por aí!

 

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não gosto de chuva

mariana, 21.09.19

De noite calções e t-shirt. De dia calças, sweat e um chapéu de chuva. Detesto (e o meu cabelo também).

Vou confessar o que para muitos é uma barbaridade: não gosto de chuva. Epa, não gosto mesmo nada. Primeiro, não gosto de não poder andar na rua sem parecer que acabei de sair do banho. Segundo, parte-me o coração o número de pessoas e animais que não têm uma casa quente e seca para se abrigarem. Penso muito, muito nisso... e fico sempre triste. Adoro frio, mas pelo simples facto de nas noites geladas me lembrar que há quem não tenha uma manta quentinha ou o conforto de uma cama, que venha daí o calor!

Agora chuva... chuva não. É necessária, mas também é irritante.

ontem criei um instagram novo

mariana, 20.09.19

Eu pensei muito antes de apagar o meu Insta de anos e criar um do zero. Lá tinha momentos dos quais já nem sequer me lembrava, fotos que já não tinha em mais lado nenhum, coisas que eu queria recordar mais tarde. Por outro lado eu seguia muita gente "vazia" que não publicava regularmente ou que simplesmente já não me enchia o olho. Seguia também pessoas da "vida real" que eram muito minhas amigas mas que com o passar do tempo se tornaram apenas mais um número na minha página. Isso não me agradava. Também não me agradava algumas das minhas próprias publicações porque de certa forma já não me identificava com as mesmas. Então para mim foi uma grande luta entre continuar ou começar de novo. Acabei por escolher a segunda opção e agora estou naquela fase estranha em que me sinto desajustada.

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