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uma longa história

uma longa história

fui ver velocidade furiosa

mariana, 29.08.19

O meu namorado é muito fã de Velocidade Furiosa. Eu, pelo contrário, nunca tive grande interesse. Fui ver com ele o filme anterior (porque ele é um fofinho e leva-me a ver todos os filmes que eu quero, então decidi retribuir, pois também sou uma querida) e surpreendi-me: adorei! Hoje aconteceu de novo. Fui com ele ver o filme que estreou dia 1 deste mês e gostei imenso! A cena é que não me pareceu um filme da saga, foi como se fosse um filme "à parte". Mas ainda assim aprovei e diverti-me muito.

 

ps: Cinema City, bora lá melhorar essas pipocas...

as pessoas não sabem andar na rua

mariana, 27.08.19

Eu sou muito na minha. Tento andar rápido, principalmente se sei que estou num passeio "magrinho" ou com muitas pessoas. Tento andar sempre no mesmo caminho, num cantinho e às vezes até mesmo na beira do passeio para não ter alguém a esbarrar contra mim. Mas isso é impossível!

As pessoas queixam-se frequentemente dos pombos. "Ah porque não saem do caminho", "ah porque voam quase contra nós". E o que é que elas fazem? Não saem do caminho e andam contra mim!

Velhotas, é vê-las andar com dificuldade no meio do passeio. Se lhes passa pela cabeça desviarem-se para um dos lados? Não! Claro que não! Tás com pressa passa por cima. Pessoal com carrinho de bebé, igual. Não deixam passar, que no passeio também há prioridade. Tás com pressa passa pela estrada. Pessoinhas que acham que correr é nos passeios, a mesma história. E depois há os apressados, os que não acreditam muito nas leis da física e por isso tentam provar que sim, é possível dois corpos ocuparem o mesmo lugar ao mesmo tempo!

avó

mariana, 26.08.19

Mais um ano passa. O vazio continua igual, a saudade só aumenta.
Quem me dera que ainda cá estivesses para me fazeres aquela sopinha de cebola, batata e arroz que eu tanto amava e nunca mais comi - já nem sequer me lembro do cheiro. Quem me dera que ainda cá estivesses para continuares a ser a minha grande amiga, a minha confidente e a minha orientadora. Quem me dera que ainda cá estivesses para irmos juntas à casa de banho de madrugada, dançarmos de porta fechada naquele espacinho minúsculo e rirmos com as mãos na boca para não acordarmos o avô. E por falar no avô, ele está aí contigo? Pois também sinto tanto a falta dele!

Avó, eu saí da maternidade e fui diretamente para os teus braços. Foi na tua cama que dormi e era nela que me cantavas baixinho para eu adormecer. Foi na tua cama que fiz xixi vezes sem conta, mas não me lembro de te zangares! Foi na tua cama que estive doente e até de perna partida, mas sempre debaixo do teu olhar protetor.
Tu foste a mulher que me criou e regou de Amor. As posses não eram muitas, mas nunca me faltou nada. E eu era tão feliz!
Se tu cá estivesses tudo seria diferente. Possivelmente eu era mais feliz e teria cometido menos erros na vida. Por falar nisso, eu sei que fiz muita porcaria ao longo dos anos, muitas das asneiras dignas de um belo raspanete e olhar magoado. Eu sei, eu sei! Eu era e sou revoltada. Às vezes sentia que me tinhas abandonado aqui, no meio do caos. E tu bem sabes, se daí de cima viste, que eu cresci no meio dos leões. Mas por outro lado eu entendo que naquele dia chegaste ao teu limite, e nunca consegui ser egoísta ao ponto de te querer cá se fosse para sofreres.

De ti guardo as melhores lembranças. De ti não tenho mágoas. De ti só conheci sorrisos e leveza, como se a vida não pesasse sequer uma grama.

Quero que saibas que se um dia eu for abençoada com um filho, vou inspirar-me em ti. E se eu puder ser metade da mulher que tu foste para mim, já vou ser uma grande mãe.

o dia em que fui a menina das alianças

mariana, 23.08.19

Há uns booons anitos a minha vizinha anunciou que se iria casar. Quiseram os noivos, que além de vizinhos eram amigos de família, que fosse eu a menina das alianças.


O dia do casamento eventualmente chegou e eu fui relembrada da importância que era ser a menina das alianças. Posto isto fomos para casa da noiva, onde a mesma já estava encaixada num vestido branco lindíssimo, digno de verdadeira princesa. Eu usava um vestido igualmente branco, já meio cagado (crianças e roupas brancas... vocês entendem) e umas sandálias de cunha enormes que havia comprado sem a minha mãe saber que seriam tão altas (se calhar ter dito que eram apenas "sandálias" quando lhe pedi dinheiro não chegou... devia ter dito que tinham à vontade dez centímetros de altura).
Após as fotos e todas as coisitas típicas de casamentos (perdoem-me a ignorância mas não faço puta ideia que procedimentos são esses) fomos para a igreja.

Lá estava eu, posicionada estratégicamente ao centro, à frente da noiva e do pai da mesma, de frente para a porta gigante que ainda se encontrava fechada. Nos entretantos comecei a ficar nervosa. Detalhe: eu era muito, mas muito tímida mesmo. Se eu sou tímida agora, na altura era tipo um bicho do mato que evitava contacto com todas as minhas forças. Comecei a falar com os meus botões e no meio desse monólogo questionei-me se a igreja estaria assim tão composta. Tomara que não. Vai daí que a porta se abriu e a música começou a tocar. Toda eu me transformei num pingo de suor e quando me deparei com uma igreja a abarrotar só não tive um ataque porque era nova demais para tal. Quase me deu um treco, não estou a brincar!

As pessoas, ou melhor, a multidão rapidamente desviou as atenções para a entrada da igreja onde comecei a caminhar a passos lentos e trapalhões. Eu só pensava "calma maluca, se não caíres aqui já está ótimo" (curiosidade: não caí. Amen).

Eu bem sei que toda a igreja olhava para a noiva e não para aquele desastre ambulante que era eu, mas os olhares direccionados para nós e o saber que os sorrisos das pessoas na verdade escondiam o olhar crítico e os pensamentos avaliadores não saíam da minha cabecita.

O caminho nunca mais acabava, deu-me até a leve impressão que a igreja tinha esticado para a frente e eu estava a fazer uma maratona a passo de caracol. Mas cheguei ao destino. Como não sei, só sei que pelo caminho eu jurei a mim mesma que nunca, nunquinha mesmo me iriam apanhar de novo a caminhar até ao altar. Coisa difícil, juro-vos.

A cerimónia deu-se, a malta pisgou-se toda rumo ao enorme espaço onde se ia empaturrar de comida até desmaiar e o foco deixou de ser o casal apaixonado (é sempre isto que acontece, nem vale a pena negar).

Depois de esperar o que me pareceu ser uma eternidade já tinha finalmente comida no prato, mas no exato momento em que ia comer comecei a ver e a ouvir muito movimento... A ex companheira do noivo estava a tentar entrar à força no salão enquanto gritava que a noiva era puta e o noivo não queria saber dos filhos! A noiva chorava, o noivo tentava manter a calma para não bater na ex... E para a tirar dali? Foi preciso chamar a polícia, que a praga não arredava o pé! Seria até engraçado se não fosse tão trágico.

A mulher lá saiu, a festa continuou sabe Deus até que horas e cada um voltou para a sua casita.

 

Há cerca de dois anos ele descobriu que estava doente... cancro. Ela arranjou um amante e quando o marido morreu até o levou para o velório e funeral. Hoje vivem os dois na mesma casa em que ela vivia com o falecido marido.

não sei como é que ainda tenho namorado

mariana, 21.08.19

Sonhei que o meu namorado me traía! Não com alguém conhecido, mas de uma forma muito má. E no meu sonho eu estava grávida de nove meses (até a dormir sou dramática).

Entretanto hoje ele pediu-me para o ajudar a aparar a barba que já estava grande nos lábios. Lá fui eu a correr para a casa de banho, de pente e tesoura de papel em mãos (eu sei lá como é que ele confia em mim!). Ele ficou em pé de frente para mim e eu, como ótima profissional que sou, comecei o serviço. A parte do bigode correu minimamente bem, mas depois decidi armar-me em especialista e aparar a parte de baixo da barba. Ele deixou. O problema é que eu sou tão desastrada, tão péssima de mãos, tão urgente em fazer as coisas, que acabo por fazer sempre alguma merda. E em vez de lhe cortar um pedaço de pêlo... fiz-lhe um golpe no pescoço bem ali na maçã de adão, com a tesoura de papel. E o pior? Tive um ataque de riso medonho enquanto lhe tentava pedir perdão.

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