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uma longa história

uma longa história

aparentemente não somos todos iguais

mariana, 02.12.19

Hoje, a caminho de casa, eu mega cansada e cheia de fome, encontramos um senhor caído no chão. Basicamente era um senhor de idade, visualmente sem muitas posses. Tinha um lenço por baixo da cabeça e ao pé do corpo um carrinho de supermercado com algumas "tralhas". Todos passavam por ele, olhavam e seguiam. Nós fizemos o mesmo. Contudo, por descargo de consciência, voltamos atrás para verificar se o senhor estava bem. O Bonito aproximou-se mais e perguntou "chefe?" ao qual o senhor levantou a cabeça, fazendo-me ficar ligeiramente menos preocupada. O senhor sentou-se e eu perguntei-lhe se estava bem. Ele disse que sim, que estava um pouco zonzo e decidiu deitar-se. Perguntamos-lhe se queria água, ele disse que tinha. Depois de perguntar umas cinco vezes se precisava de alguma coisa e ele ter respondido que não, fomos embora, mas não sem antes do Bonito lhe entregar dois euros para comprar um café, uma água ou qualquer coisinha. Eu e o Bonito fomos para casa, mas saímos logo a seguir. Antes de sairmos pegamos em dois pacotes de bolachas: um pacotinho de bolachas Maria e outro de mini Chips Ahoy. Era o que estava à mão. Encontramos o senhor no café da frente, possivelmente a beber um café ou a comer um bolo com o dinheiro que o Bonito lhe deu. Depois ele saiu e eu entreguei-lhe os dois pacotes de bolachas, como "miminho" apenas, porque bolachas pouco alimentam.

Este post não tem como objectivo dizer "ai, sou tão boa pessoa!" mas sim afirmar que aparentemente não somos todos iguais. Porque se fossemos todos iguais, encontrar um de nós deitado no passeio não nos faria virar a cara como se não fosse nada. À partida o senhor não tinha condições, e só por isso ninguém se dignou a verificar se ele estava bem. Era um homem, uma pessoa, um ser humano, um ser vivo deitado no passeio! Quem é que se deita no passeio estando bem? Ninguém!

Aparentemente não somos todos iguais e isso incomoda-me, afecta-me, magoa-me, irrita-me e mete-me um nojo enorme!

fez-se luz

mariana, 28.11.19

Ando com dores de cabeça por causa da formação. Questionei-me a mim própria se seria pela quantidade absurda de informação que me é injectada cabeça adentro, se seria pelas oito horas a dar matéria ou se seria algum problema meu. Hoje descobri que não. Então não é que o filho da puta do projector treme sorrateiramente? Pois é! Os meus olhos, coitadinhos, nem com óculos se aperceberam, mas o querido projector treme o tempo inteiro, fazendo-me ler frases que se estão constantemente a mexer! Será disso? Aposto que sim.

ps: hoje não tomei um paracetamol. A isto chamo eu progressos.

continuamos na saga da mudança do blogue? continuamos

mariana, 27.11.19

E continuamos muito bem!

Estava a gostar do template que estava a usar, porém não me estava a deixar 100% contente. É que uma gaja nunca fica feliz com o que tem e por isso precisa sempre de mais! Na verdade estava um pouco chateada por ter de andar a "abrir post" sempre que quisesse ler um post, o que é relativo pois eu sabia que o template era assim mesmo. Só que estou numa fase em que preciso de deitar cá para fora e não estou propriamente disposta a abrir e fechar post sempre que quero ler um dos meus textos super inteligentes e criativos, por isso voltei a usar um dos temas que mais gostei de usar ao longo do tempo!

(não prometo não mudar ainda com mais frequência o estaminé. Perdoem a desarrumação, mas realmente estou um caco).

 

Em relação ao segundo dia de formação... Vamos apenas dizer que não me dou com ninguém, que ninguém se dá comigo, que passo pelos pingos da chuva mas que a chuva está a cair a potes em cima de mim! É muita informação, é muito para assimilar, é muito para fazer, é muita pressão! Estou tanto ou mais assustada do que estava no início pois é algo ainda mais complexo do que eu achava. Não sei se tenho estômago para isto. Tenho andado à base de um paracetamol (até ver) por dia devido a dores de cabeça. Até ao momento ainda mantenho os olhos bem abertos, ainda que tenha acordado mais cedo do que ontem.

Saudades da rotina antiga? Muitas. Medo do futuro? Imenso. Vontade de chorar e largar esta merda da mão? Completamente.

relativamente ao primeiro dia...

mariana, 26.11.19

Oito horas em sala, e nem estamos a dar a matéria "a sério". Esgotante. O trabalho então nem quero imaginar! Não sei como vou aguentar, se é que vou aguentar. Também não sei se é o desenferrujar, já que trabalhava apenas meia manhã e do nada estou em sala durante oito horas...

Neste momento já só penso em me deitar e tenho a certeza que assim que colocar a cabeça na almofada apago num instante. Estou completamente de rastos.

ainda sobre o medo de sair da zona de conforto

mariana, 24.11.19

Hoje fomos ao shopping de manhã - outra coisa que tão cedo não vamos voltar a fazer (filho da puta do euromilhas que não me saiu a mim! Tenho de ir jogar ao Reino Unido para ver se saco o primeiro prémio, ou o caralho).

Comprei imensas coisas entre as quais um iluminador, um blush e um corretivo (aprendi com a Tita!), uma bolsa para levar para a formação, uma mini escovinha para o cabelo para colocar na bolsa e consequentemente não andar despenteada na formação (mesmo assim não prometo nada) e uns lenços também para levar para a formação para enxugar as lágrimas de cagufa. Os lenços "tive" de trazer pois fiquei encantada com a embalagem... É em padrão tigresa! E já agora a escova de cabelo e a bolsa também são em padrão tigresa. Sim, eu tenho uma ligeira obsessão com esse padrão. Não, eu não tenho catorze anos.

Eu e o Bonito compramos ainda mais algumas coisas, porém a Primark estava muito pobrezinha, digo-vos já. Quer dizer, aos olhos agrada muita coisa, mas depois quando se experimenta... Meh.

Mas bem, o assunto do post não é esse, que nem tenho jeito para tal. É sobre a mudança que está para acontecer na minha vida e com a qual não me calo desde quinta feira. Ai, que chatice, outra vez arroz. Pois é, caralhes! (homenagem a JJ, caso nã percebeis). Hoje chorei que nem uma desalmada. Porque não quero, porque tenho medo, porque tudo vai ser diferente, porque não tive tempo de me despedir da rotina, porque vou sentir saudades da própria rotina, porque sinto que não aproveitei o tempo. Sinto que podia ter reclamado menos de coisas estúpidas e ter vivido mais. Deviamos ter visto mais séries. Devia ter estado menos no computador e mais com o Bonito e com a Patuda. Devia ter passeado mais com a Patuda. Deviamos ter ido mais ao parque canino, ou ao parque normal jogar raquetes. Deviamos ter ido ver mais jogos de futebol e futsal. Deviamos ter realmente jogado padel pela primeira vez, ou ténis, ou golfe. Deviamos ter ido mais vezes ao cinema, ou ao McDonald's, ou a outro restaurante qualquer. Deviamos ter ido mais às festas de verão e não reclamar tanto da dor nos pés, ou nas costas, ou na cabeça. Deviamos ter ido mais vezes à terra do Bonito. Deviamos ter passeado mais. Deviamos ter jogado mais joguinhos no telemóvel e de tabuleiro. Deviamos ter namorado (ainda!) mais. Sei lá, tanta coisa!

Sim, eu sei, sou uma chata do caraças, sempre com estas inseguranças. Mas fazer o quê se eu não sou gaja de aventuras? Se prefiro a tranquilidade dos dias comuns? Se gosto do gosto daquilo que conheço? (...)